segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Entenda a história da limitação da internet e o projeto de lei para impedir o bloqueio

Olá a todos. Hoje quero falar com vocês sobre a limitação da internet fixa. 
Vamos lá, por que as operadoras querem limitar com pacotes de franquia igual à internet móvel?

Fonte: Oficina da Net


Começou com o WhatsApp. Como falei no vídeo anterior, a função de ligação e mensagens fez com que as operadoras perdessem dinheiro. Hoje as pessoas raramente usam SMS e ligação normal idem. Tanto é que o senhor Amos Genish, presidente da Vivo, afirmou que WhatsApp é uma operadora pirata e que a função de ligação deveria ser proibida no Brasil. Não foi pra frente. 

Depois, com o Netflix. Percebam que as mesmas operadoras que fornecem serviços de internet fixa,
também fornecem o serviço de TV por assinatura. De 2014 até hoje, mais de 1 milhão de clientes 
cancelaram as assinaturas de TV e optaram por Netflix, que é muito mais barato. Feito isso, as operadoras se uniram e apresentaram uma proposta para tirar o Netflix do Brasil ou mais caro, por exemplo: 30% do catálogo teria que conter produções nacionais, haveria uma taxa extra para o consumidor porque o Netflix consumiria mais dados e com isso, o Netflix ficaria mais caro. Por que isso? Para empurrar a TV por assinatura goela abaixo e prejudicar o concorrente, no caso o Netflix. Isso também não foi pra frente. 


Então, a Vivo anunciou que a internet fixa não seria mais ilimitada como temos hoje e venderiam pacotes de franquia, como fazem com a internet móvel. Quais seriam os planos? Confiram no link sobre os pacotes avulsos e sobre os termos descritivos dos planos

Banda Larga Popular 200 kb/s: 10 GB  - 29,80
Vivo Internet 4 Mb/s: 50 GB - 179,80
Vivo Internet 8 e 10 Mb/s: 100 GB - 199,80
Vivo Internet 15 Mb/s: 120 GB - 199,80
Vivo Internet 25 Mb/s: 130 GB - 219,80
Vivo Fibra 50 MB/s: 170 GB - por 219,90


Fonte: vidadeprogramador.com.br



Bom, a recepção foi extremamente negativa por parte dos consumidores e a Anatel está conivente com as operadoras, com o argumento que será benéfico para os consumidores (conversa fiada). Com isso, foi criado um projeto de lei de iniciativa popular no Senado Federal com o objetivo de proibir o limite da internet fixa. O relator do projeto é o senador José Medeiros.
O texto está aberto à consulta pública no seguinte link: 
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/125623
Ementa: Sugere "Proibir, expressamente, o corte ou a diminuição da velocidade por consumo de dados nos serviços de internet de Banda Larga Fixa".


Eu sou contra a limitação da internet. Pagamos uma dos serviços de internet mais caros do mundo e agora inventam de limitar? Anatel e operadoras não falam lé com cré. Limitar não é benéfico para o consumidor. É benéfico para as empresas que lucrariam como nunca. Vivo, Claro, Tim, Oi, Net, Anatel, vocês estão erradas. 

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Atualização: gravei um vídeo onde falo sobre isso.





sexta-feira, 28 de outubro de 2016

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Zenfone 3 finalmente lançado

A Asus provou que sabe como fazer smartphones e o lançamento da vez foi o novo Zenfone 3





O Zenfone 3 tradicional possui uma tela Super IPS de 5,5 polegadas, octa-core com o processador Snapdragon 625, 3GB de RAM e 32 GB de memória interna. Confiram o Review do Canaltech:











Assim que os outros modelos tiverem reviews, o post será atualizado. 








Fonte: http://asusfanaticos.com.br/asus-anuncia-zenfone-3-computex-2016/

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Livro sobre gamificação nas escolas

Gamificação é um termo que está cada vez mais presente em educação. Basicamente, uma mecânica de jogo em situações que cada indivíduo vive diariamente, de modo a extrair motivação nas tarefas realizadas ou uma determinada habilidade de cada atividade. A ideia seria aproximar as pessoas cada vez mais da tecnologia e aplicar a gamificação também na sala de aula. 



O livro Gamificação na Educação, organizado por Patricia Beiging e Raul Inácio Busarello, busca explicar como a gamificação pode ser aplicada, estímulo de progressão e níveis de dificuldade. O livro está disponível no site da Divisão de Bibliotecas e Documentação, da PUC-Rio.
Para baixar, acessem esse link

Confiram também uma matéria feita pelo Olhar Digital.







sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Nintendo Switch finalmente revelado!!!

Pois é. Eis que a Nintendo finalmente revelou o seu nome console: Nintendo Switch. O que tem de tão especial? Bem, o Switch é um console modular; significa que pode ser portátil ou de mesa, dependendo da necessidade do usuário. Conforme noticia o Techtudo, já há 11 novidades já confirmadas. Mas antes, confira o trailer divulgado pela Nintendo primeiro.





Controle Joy-Con

Junção das palavras "joystick" e "controller" porque funciona de duas formas. Percebam a base do meio possui uma bateria própria e os dois lados são destacáveis, parecidos com Wii Remote, também com baterias próprias.



Controle Joy-con (Reprodução: Nintendo)




Jogos confirmados


Os jogos ainda não possuem data de lançamento, porém no trailer divulgado pela Nintendo, é possível ver Mario Kart, Splatoon e Super Mario com uma fase do velho oeste.



Super Mario (Reprodução: Nintendo)



O multiplayer

Ainda não há detalhes técnicos especificados, porém é mostrado no trailer o modo clássico que conhecemos: dois jogadores em um console. Porém há também 4 jogadores com dois consoles. Aparentemente, quanto mais jogadores, mais consoles serão necessários ligados por comunicação sem-fio, possivelmente Bluetooth, infravermelho, NFC.




Multiplayer do NBA (Reprodução: Nintendo)


A tela destacável e o console


Esse é o console normal que pode ser ligado na TV, porém conta com uma tela destacável, conhecido como "modo tablet", dessa forma tornando o console portátil. O console serviria para carregar a bateria interna da tela. A tela, como já mostrado no trailer, possui uma base para deixá-la em pé e com controles encaixados nas laterais.



Console e a tela destacável (Reprodução: Nintendo)



Jogos em cartuchos


Pois é. O Switch vai utilizar cartuchos como mídias, no mesmo estilo do PlayStation Vita e New Nintendo 3DS. Aparentemente, a Nintendo decidiu usar cartucho para evitar riscos de danos.


Cartucho do Switch (Reprodução: Nintendo)


Mercado de eSports

Por ser um console modular e com o joy-con com sensores de movimento estilo Wii Remote, é um fato da Nintendo querer entrar no mercado de eSports.



Torneio de eSports 


Nintendo Switch usa Tegra da NVidia.

A NVidia, em seu site oficial, confirma que o Switch usará o processador Tegra e a arquitetura GeForce, com a promessa de exibir gráficos ainda melhores.


Confirmado pela NVidia. (Reprodução: Nintendo)

Brasil não está confirmado no lançamento

O lançamento está confirmado para março de 2017 nos Estados Unidos, Japão e Europa. A empresa saiu do Brasil oficialmente há 2 anos, por culpa dos altos impostos que o governo brasileiro incompetente por si só, impõe. Imposto, imposto e imposto², as empresas deixam o nosso país.



Modos de jogo (Reprodução: Nintendo)


Desenvolvedoras que apoiam


Devido à sua forma totalmente inovadora de jogar, a Nintendo recebeu apoio de um grande número de desenvolvedoras interessadas no console, como Capcom, Activision, Square Enix, Sega, Warner, Konami entre outras. O sucesso é muito promissor.






As formas para controlar


O Nintendo Switch possui quatro formas diferentes de interação. Joy-con conectado ao grip (a base), Joy-con usado como Wii-Remote, Joy-con destacado e conectado na tela e o tradicional Pro Controller, seguindo o mesmo exemplo do Wii-U. Não foi mencionado se a tela é sensível ao toque.


Quatro formas de interação (Reprodução: Nintendo)

Trava de região é coisa do passado


A grande reclamação dos consumidores era que Wii-U e 3DS tinham trava de região. Basicamente, um console do ocidente não aceitava um jogo do oriente, devido à trava de região. No Wii-U era mais grave: até o gamepad tinha trava de região!
Bom, a Nintendo resolveu ouvir os seus consumidores e os jogos não terão trava de região. Ainda não há informações sobre os controles, porém, dada a recepção negativa do Wii-U por conta disso, creio que a Nintendo não colocará trava nos controles também.



O Switch tem muito potencial e espero mesmo seja um sucesso mundial. Vai com tudo Nintendo!!!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Deputados e seus projetos inúteis de controle à internet

Ontem o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.BR) divulgou uma nota pública referente à 3 projetos de lei que tramitam na Câmara dos Deputados, que propõem um Cadastro Nacional com dados de cada brasileiro, e a cada conexão, o consumidor teria que registrar o acesso, algo como informar ao governo: "Olha, eu vou conectar na internet agora, tá?" - Eu já escrevi um texto sobre isso, mas agora falarei dos outros projetos e da resposta do CGI.
Vamos lá. O primeiro projeto de lei 2390/2015 de autoria dos deputados Pastor Franklin Lima (PP/MG) e Washington Reis (PMDB/RJ). O projeto diz o seguinte: "Altera a Lei nº 8.069, de 12 de julho de 1990, criando o Cadastro Nacional de Acesso à Internet, com a finalidade de proibir o acesso de crianças e adolescentes a sítios eletrônicos com conteúdo inadequado."
O autor da proposta, Pastor Franklin Lima (PP/MG) diz ainda que a classificação de "conteúdo inadequado" seria de total responsabilidade dos "provedores de informação."
O segundo projeto 5016/2016, de autoria do deputado Célio Silveira (PSDB/GO) defende: "Altera a Lei 8.609, de 13 de julho de 1990, para obrigar as empresas que prestam serviços de telefonia móvel a implementarem bloqueio prévio ao acesso a determinados conteúdos da Internet ou aplicativos, especialmente sites e aplicativos de relacionamento que contenham conteúdo pornográfico ou que instiguem a violência". Significa que as operadoras estariam obrigadas a censurar algum aplicativo ou site.
O terceiro projeto 5096/2016, também de autoria do deputado Célio Silveira (PSDB/GO) diz o seguinte: "Dispõe sobre a classificação indicativa automática de vídeos exibidos em sítios de Internet hospedados no País que contenham cenas de sexo ou de violência e dá outras providências."


Câmara dos deputados



O que diz o CGI? Bem, de acordo com a nota pública"existem diversos programas (...) de controle parental quanto ao conteúdo visitado por crianças e adolescentes", e que a criação deste Cadastro Nacional "marginaliza o papel dos pais" no exercício desse controle.

Muito bem. Apresentadas as propostas, o que tenho a dizer sobre isso? Digo o seguinte. Isso está caracterizado como um controle autoritário da internet, tal como ocorre em países regidos por governos de ditadores, como China e Coréia do Norte, por exemplo, onde não se tem liberdade de expressão. Um Cadastro Nacional, como propõe o projeto, com dados de todos os cidadãos e administrado pelo Estado, sinceramente não confio.
A questão de conteúdo impróprio e classificação etária. Quem deve controlar o que os filhos vêem ou não, é função de pai e mãe. Já há tecnologias como o bloqueio dos pais que restringe determinados tipos de conteúdo. Não é o Estado que deve determinar o que pode ser visto ou não.
Informar ao governo quando usarmos a internet. Isso é ridículo. Pagamos o serviço para usar. Estado não tem que se intrometer na Internet e como usamos.
Aplicativo pré-instalado em smartphones. Outra medida inútil que aumentaria ainda mais o custo dos dispositivos e o preço seria repassado para os consumidores.

Olha aqui, os 3 projetos são muito mal-feitos. Antes de qualquer deputado fazer qualquer projeto de lei sobre a Internet, recomendo que se informe melhor sobre o que é internet, como funciona, o que é a tecnologia. Não é o Estado se intrometendo na vida de adolescentes que vai coibir o crime de violência ou sexual, não. Mais uma vez repito: monitorar os jovens é função de pai e mãe e não do Estado.


Fonte: http://olhardigital.uol.com.br/noticia/polemica-projetos-de-lei-propoem-controle-do-acesso-a-internet/63151

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O que é virtualização?

Está aí um recurso hoje altamente utilizado em empresas e instituições de ensino que visam reduzir custos e também utilizar menos hardware físico. Trata-se da virtualização. Mas o que seria isso?
A virtualização permite que simule um sistema operacional completo dentro de outro, como um emulador, sem instalação adicional. Imagine um computador com o Windows instalado e poder emular um Linux virtual. Isso é perfeitamente possível. 
Há alguns softwares atualmente como o Virtualbox, VMWare e Hyper-V, nativo do Windows Server 2008 em diante. 

Windows XP e Ubuntu virtualizados (Fonte: PCWorld)

Tratarei aqui do Virtualbox, que é de código aberto fornecido pela Oracle. Quem quiser baixar, pode fazê-lo pelo link: https://www.virtualbox.org/ 
No Linux, pode baixar diretamente pelo repositório. 

Primeiro você precisa ter um arquivo ISO. Trata-se de um arquivo de imagem de disco, seria um "DVD" virtual. Como criar uma máquina virtual, trago aqui um vídeo do Professor Ramos, que como sempre, ensina muito bem. 


Qual é a ideia? Você não precisa ter vários computadores para tantas funções diferentes. 


Fonte (Blog TI Microcamp)
A virtualização em empresas é mais usada em servidores. Por exemplo: um servidor físico como repositório de arquivos, um virtual como controlador de domínio, outro virtual sem interface gráfica, outro virtual como servidor de DHCP, um específico para banco de dados e por aí vai. 


Exemplo de um servidor virtualizado (Fonte: ATMSIS)
Deve-se ter em mente que ao criar uma máquina virtual, uma quantidade de memória RAM e espaço no HD físico será utilizado. 
"Certo. Em empresa dá para reduzir custos e criar servidores virtualizados. Mas e o usuário doméstico?" Usuário doméstico pode utilizar como ambiente de testes. Sim, teste de memória, de boot, de softwares, segurança do sistema e muitos outros. 
Recomendo a todos que testem. Em empresas o VMware e o Hyper-V são mais comuns. O Virtualbox eu utilizo e não tenho o que reclamar.